O termo laboratório abrange uma gama ampla de operações: pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, controle de qualidade de matérias-primas e lotes acabados, plantas-piloto que reproduzem em pequena escala um processo industrial, e laboratórios analíticos das indústrias química, farmacêutica, cosmética e de alimentos.
Apesar das diferenças de finalidade, todos compartilham os mesmos desafios técnicos: dosar reagentes com exatidão, medir vazões baixas de líquidos e gases, e gerar vácuo controlado para preparo de amostras e estabilização de formulações.
Do ponto de vista de processo, três operações unitárias se repetem em praticamente qualquer laboratório:
- A dosagem precisa de aditivos, reagentes e químicos de processo, atendida por bombas dosadoras de pequeno porte.
- A geração de vácuo para desaeração, filtração, evaporação e preparo de amostras, atendida por bombas de vácuo.
- E a medição local de vazão de utilidades e gases analíticos, atendida por rotâmetros.
Cada uma dessas funções tem um produto OMEL correspondente, e é por elas que organizamos as seções a seguir.
Bombas dosadoras para laboratório

A dosagem é a operação mais sensível do laboratório.
Reagentes, catalisadores, corretores de pH, conservantes e princípios ativos precisam ser adicionados em volumes exatos e reprodutíveis, porque uma variação de poucos pontos percentuais pode comprometer a formulação, invalidar um ensaio ou inviabilizar o escalonamento para a planta industrial.
É nesse contexto que a bomba dosadora se diferencia de uma bomba comum: ela não apenas transfere o fluido, ela entrega um volume controlado por curso, com tolerância conhecida.
Bombas dosadoras de diafragma DMD
As bombas dosadoras OMEL da série DMD utilizam diafragma elastomérico acionado mecanicamente, em construção monobloco e compacta, com cabeçote de dosagem totalmente estanque.
Essa estanqueidade é decisiva em laboratório, onde se manipulam produtos corrosivos ou que não podem vazar.
A faixa de capacidade vai de 0 a 1.140 [L/h], com pressão máxima de descarga de 10 [bar(g)] e tolerância de repetibilidade de ±3%.
A regulagem da capacidade é feita por manípulo externo com parafuso micrométrico, podendo ser ajustada com a bomba parada ou em funcionamento, e o motor pode ser acionado por inversor de frequência quando se deseja regulagem remota da vazão.
A compatibilidade química é garantida pelos materiais de construção.
Para o laboratório que precisa dosar simultaneamente vários reagentes, a DMD pode ser modularizada em até seis cabeçotes de dosagem, cada um com regulagem independente, a partir de um único acionamento.


Bombas dosadoras de pistão DMP
Quando a aplicação exige alta pressão ou exatidão volumétrica superior, a OMEL oferece a linha DMP, com tecnologia de pistão.
A DMP é uma dosadora compacta de construção robusta, com lubrificação em banho de óleo e ajuste de capacidade por rosca micrométrica.
A pressão máxima de trabalho chega a 328 [bar] nos pistões de menor diâmetro e a flexibilidade de materiais é notável: cabeças em inox, Alloy 20, Hastelloy B e C. Execuções especiais com pistões em porcelana química para fluídos abrasivos.
Essa variedade permite dosar desde ácidos concentrados até soluções abrasivas, situação comum em laboratórios de pesquisa e plantas-piloto.

Bombas de vácuo para laboratório
O vácuo é uma utilidade silenciosa, mas onipresente no laboratório. Ele está presente na filtração a vácuo, na evaporação rotativa, na secagem de amostras, no preparo de meios e, de forma crítica, na desaeração de formulações.
A bomba de vácuo de anel líquido é especialmente indicada para o ambiente laboratorial porque sua operação é completamente isenta de óleo, o que evita a contaminação da amostra e do ar de processo, e porque ela é insensível a impurezas e tolera o arraste de vapores e pequenas quantidades de líquido, justamente o que ocorre quando se aplica vácuo sobre um produto úmido.
As bombas de vácuo OMEL da série BVM, em construção monobloco, cobrem capacidades de 30 a 750 [m³/h] e atingem vácuo de até 40 [mbar] absolutos sem o uso de ejetores.
Os modelos de menor porte da família utilizam motores a partir de 0,5 HP, dimensão adequada para uma bancada ou planta-piloto.
Construídas em diversos materiais, ela pode ser aplicada em diversas situações, desde casos mais simples até aqueles que exigem compatibilidade com produtos agressivos.


Aplicação em destaque: desaeração de protetor solar

Um exemplo concreto da importância do vácuo em laboratório está na desaeração de protetores solares e demais emulsões cosméticas.
Durante a emulsificação, a alta agitação incorpora microbolhas de ar à massa do produto. Se esse ar permanecer, surgem problemas conhecidos: bolhas internas, opacidade, variação de cor, leitura incorreta de viscosidade, falhas no envase e, sobretudo, oxidação dos filtros solares e demais ativos, que reduz a eficácia e a estabilidade do produto na prateleira.
A solução é submeter a emulsão a vácuo controlado, de forma que o ar dissolvido e ocluído seja expandido e removido antes do envase.
O que a operação exige não é um vácuo extremo, e sim um vácuo estável e limpo, mantido de maneira consistente durante o processamento.
As bombas de anel líquido BVM atendem bem esse perfil: entregam vácuo constante, sem óleo em contato com o produto, e toleram o arraste de vapores e de pequenas quantidades de líquido sem danos ao equipamento, situação inevitável quando se aplica vácuo sobre uma massa úmida em agitação.
A mesma lógica se aplica a outras formulações cosméticas e farmacêuticas, como cremes, séruns, géis e pomadas, e a processos laboratoriais de desgaseificação de líquidos e resinas antes de análises ou ensaios.
Em todos os casos, o que se busca é um vácuo estável e isento de óleo, características centrais da linha BVM.

Rotâmetros para medição de vazão
Medir vazão localmente, sem depender de transmissão eletrônica, é uma necessidade constante no laboratório: o gás de arraste da cromatografia, o ar e os gases inertes de um reator de bancada, a água de resfriamento, a purga de instrumentos e a dosagem de líquidos em ensaios.
Nesses pontos, o que se quer é uma leitura imediata e confiável, sem cabo e sem fonte de alimentação. É o que o rotâmetro entrega, e por isso ele segue sendo o instrumento mais prático para essas vazões.
A OMEL não oferece um rotâmetro único, e sim uma família de configurações para situações distintas. Há versões em tubo de vidro borossilicato, para leitura visual direta, e versões inteiramente metálicas, para quando o vidro é inviável por temperatura, pressão, opacidade do fluido ou risco.
As escalas variam do trecho curto para as vazões mais baixas até tubos longos para maior resolução, e o flutuador pode ser especificado em aço inox 304 e 316, PTFE, cerâmica, vidro, nylon ou carbureto de tungstênio, conforme o fluido e a faixa de trabalho.
Assim, do filete de gás analítico à utilidade de processo, há uma configuração adequada.
Vale um ponto que faz diferença no dia a dia do laboratório: os rotâmetros OMEL são calibrados para a aplicação, com a escala gravada nas condições reais de serviço.
Isso significa leitura direta do valor de vazão, sem a necessidade de tabelas de conversão ou fatores de correção a cada medição, o que reduz erro de interpretação e agiliza o trabalho de bancada.
Quando o processo tem pressão instável, um regulador de pressão diferencial acoplado ao instrumento mantém a vazão constante mesmo com oscilações a montante ou a jusante.


Conclusão
O laboratório impõe um conjunto de exigências particulares: volumes pequenos, alta repetibilidade, materiais compatíveis com fluidos agressivos e ausência de contaminação.
As bombas dosadoras DMD e DMP entregam a exatidão e a flexibilidade de materiais necessárias para dosar reagentes e ativos.
As bombas de vácuo de anel líquido BVM oferecem o vácuo estável e isento de óleo indispensável à desaeração de emulsões, como os protetores solares, e ao preparo de amostras.
Os rotâmetros completam o conjunto medindo localmente vazões baixas de gases e líquidos, da cromatografia às utilidades de processo.
Em conjunto, esses equipamentos cobrem as três operações unitárias centrais do laboratório, da dosagem ao controle de vazão, com a robustez e a tradição de mais de 70 anos da OMEL.
E, por serem soluções que existem também em escala industrial, garantem que o que foi validado na bancada possa ser transposto para a produção sem mudança de fornecedor nem de tecnologia.
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